Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê, que abastece Grande SP

  • 21/01/2026
(Foto: Reprodução)
Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está construindo uma adutora de 38 quilômetros para reforçar a captação de água do Sistema Alto Tietê, que abastece a Grande São Paulo. A obra prevê a retirada de 4 mil litros de água por segundo do Rio Pequeno, um dos braços limpos da Represa Billings, localizado na região do ABC, e transferência para a represa de Taiçupeba, entre Suzano e Mogi das Cruzes. Formado por cinco reservatórios, o Alto Tietê é o segundo maior manancial da região metropolitana. No último ano, porém, o volume útil armazenado ficou abaixo da média das represas que abastecem a Grande São Paulo. Nesta quarta (21), o volume estava em 26,8% da capacidade, contra 31,9% do Sistema Integrado Metropolitano. A nova adutora deve ampliar em 5% a capacidade de bombeamento de água das represas para os clientes da Sabesp - hoje são 71 mil litros por segundo. Para Roberval Tavares, diretor de engenharia da concessionária, o reforço será significativo especialmente em épocas de pouca chuva. "É importante porque garante que a produção do Alto Tietê não vá sofrer nenhuma interferência quando não tiver pluviometria adequada. Infelizmente, em função das mudanças climáticas, nós estamos tendo menos chuvas nos últimos anos. Esses 4m³ a mais no Sistema Alto Tietê permite uma flexibilidade maior porque ele pode entrar na área de abrangência do Sistema Cantareira, permitindo uma maior flexibilidade operacional. Então é mais segurança hídrica, mais resiliência hídrica pra Região Metropolitana", explica Tavares. Represa de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, é uma das cinco que compõe o Sistema Alto Tietê, o segundo maior da Grande SP João Belarmino/TV Diário Por outro lado, possíveis impactos da obra na bacia do Rio Pequeno geram preocupação em ambientalistas. O ativista José Soares da Silva, morador da região, disse que questionou a Sabesp, e a empresa disse que o fluxo da adutora não deve ser revertido. "A dúvida é se esse reservatório tem capacidade de suporte de aguentar esse impacto de retirada de água da bacia. Nós estamos num sistema de drenagem, só tira e não repõe. Nossos avós sempre diziam antigamente que água não se nega, não se suja, não se vende. E estamos fazendo tudo isso." Segundo o engenheiro Antônio Eduardo Giansante, doutor em saneamento, a geografia da região - próxima da Serra do Mar, onde chove mais - ajuda a manter a saúde do manancial. "Nós temos porções, áreas na serra que passam de 2.500 mm por ano. Então você está aproveitando a disponibilidade hídrica de uma região que chove mais do que, por exemplo, o Alto Tietê. O Alto Tietê já está mais para o planalto, embora tenha uma proximidade da serra, quem tem maior proximidade é a Billings e o sistema Guarapiranga. A transposição é similar a outra realizada em 2015, durante a crise hídrica. Naquela época, o governo estadual instalou uma tubulação que captava água de outro braço da Billings em direção ao Alto Tietê. Anos depois, as estruturas de plástico foram vandalizadas e perderam a função. Segundo Roberval Tavares, aquela obra cumpriu seu prazo de vida útil e será substituída pela nova intervenção, que terá estrutura de aço. Sabesp bate recorde de captação em 2025

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/21/sabesp-vai-construir-adutora-para-reforcar-captacao-de-agua-do-sistema-alto-tiete-que-abastece-grande-sp.ghtml


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