Kassab diz que deve sair do governo de SP e que 'seria um privilégio receber convite para ser vice do Tarcísio'
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Kassab diz que deve sair do governo de SP e 'seria privilégio ser vice do Tarcísio' em 2026
O secretário estadual de Governo da gestão Tarcísio de Freitas, Gilberto Kassab (PSD), disse nesta sexta-feira (30) que deve deixar o Palácio dos Bandeirantes em razão das demandas do ano eleitoral para seu partido, do qual é o presidente nacional.
Durante evento na Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Ancham), Kassab afirmou que ainda vai conversar com o governador Tarcísio de Freitas (PSD) para acertar a saída.
“Acho que sim [deixarei o governo]. Mas isso é uma conversa que vou ter com o governador Tarcísio. Posso deixar ou não deixar. Não tenho projeto pessoal, estou muito integrado ao governador Tarcísio e na hora certa nós vamos ver onde eu posso atuar melhor”, disse (veja vídeo acima).
“Tem essa questão partidária que me consome muito tempo. Eu tenho conseguido compatibilizar, mas vamos ver se nas eleições eu consigo [continuar] a compatibilizar. Posso até sair, mas posso ficar. Não tem nenhum problema”, completou.
O secretário de governo de SP - Gilberto Kassab - presidente nacional do PSD.
Reprodução/GloboNews
Questionado se tem interesse em ser vice na chapa que disputará a reeleição ao governo de São Paulo no pleito de outubro, afirmou que “seria um privilégio grande” ser o colega de chapa de Tarcísio em 2026.
O atual vice de Tarcísio em São Paulo é o ex-prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth, do mesmo PSD de Kassab.
“A vice, como eu disse agora há pouco, assim como os candidatos ao Senado, ele [Tarcísio] é quem vai coordenar. Evidente que o partido vai participar da chapa majoritária, mas sob o comando dele. Ele terá a liberdade de fazer essa escolha, como líder da coligação. Vamos aguardar o encaminhamento, mas seria um privilégio grande [ser o vice]”, avaliou.
“Na vida pública, aqueles que não são obstinados por nenhum cargo, como no meu caso, eu falar que não teria alegria com esse privilégio, é claro que eu teria. Mas não é nenhuma obstinação ou fonte de desejo”, disse.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário GIlberto Kassab, presidente nacional do PSD.
Secom/GESP
Trajetória de vice
Formado em engenharia civil e economia, Kassab ganhou notoriedade na vida pública nos anos 2000, quando foi vice-prefeito de São Paulo na chapa do ex-prefeito José Serra (PSDB).
Como Serra deixou a prefeitura em 2006 para ser candidato à Presidência da República, Kassab - então filiado ao antigo PFL - assumiu a prefeitura da capital e ocupou o cargo por sete anos, entre 31 de março de 2006 e 31 de dezembro de 2013.
Antes de ser vice, ele havia sido por duas vezes deputado federal e, também, secretário de Planejamento do prefeito Celso Pitta (PP).
José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PFL).
Roney Domngos/G1
O trampolim da Prefeitura de SP levou Kassab a criar seu próprio partido político, o PSD, que atualmente é a sigla com o maior número de prefeitos no estado de São Paulo e no Brasil.
Nos bastidores da política paulista, os aliados de Kassab dizem que ele sempre desejou ser governador de São Paulo e ser vice de chapa de uma eventual candidatura a reeleição de Tarcísio seria um possível atalho, uma vez que o atual governador pode ser candidato à Presidência em 2030, caso seja reeleito neste ano.
Reeleição decidida
Tarcísio de Freitas visita o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha
Sergio Lima/AFP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reiterou na quinta-feira (29) o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em outubro, e defendeu que a prioridade dele é a reeleição ao governo do estado.
Tarcísio conversou com a imprensa após visitar Jair Bolsonaro (PL), preso na "Papudinha", em Brasília. O encontro aconteceu em meio a discussões sobre candidaturas de direita nas eleições presidenciais de 2026.
Tarcísio e Bolsonaro são aliados históricos. Esta é a primeira vez que os dois se encontram desde que Flávio anunciou ser o nome escolhido pelo ex-presidente para disputar o Planalto.
"A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência. Tenho comprometimento ao estado de São Paulo. Sou grato ao estado de São Paulo", relatou Tarcísio.
Questionado sobre o apoio ao nome de Flávio, o governador reforçou: "Sem dúvidas, como tenho afirmado constantemente. Não tem dúvida com relação a isso".
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visita Bolsonaro na prisão
Tarcísio chegou ao Complexo da Papuda, onde fica o prédio do 19° Batalhão da Polícia Militar do DF chamado de Papudinha, por volta das 11h. Ele estava acompanhado de Vicente Santini, aliado da família Bolsonaro e chefe do escritório do governo de São Paulo em Brasília.
A visita do governador ao ex-presidente foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, o encontro aconteceria na semana passada, mas foi adiado a pedido de Tarcísio, que alegou compromissos em São Paulo na última quinta-feira (22).
Nome cotado para a disputa presidencial em outubro, Tarcísio de Freitas tem dito que tentará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Pelo PL, partido de Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se colocou pré-candidato, com o apoio do pai.
O anúncio, no entanto, desagradou setores da direita, que viam em Tarcísio de Freitas um nome mais competitivo no enfrentamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve tentar a reeleição pelo PT.
Movimentação na direita
Nesta semana, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou a sua desfiliação do União Brasil e migrou para o PSD, partido de Gilberto Kassab. Caiado já manifestou diversas vezes a vontade de ser o candidato da direita em 2026.
Além do goiano, o PSD tem outros nomes com interesse na disputa presidencial: os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Questionado sobre o movimento de Caiado, Tarcísio disse que o assunto entrou em pauta na visita ao ex-presidente.
"O presidente viu com bons olhos, o presidente elogiou o Caiado para mim. O presidente tem o apreço pelo Caiado, a consideração pelo trabalho que fez ao longo da trajetória política. O presidente entende que é uma candidatura que soma a esse projeto, que no final vai estar todo mundo junto contra o PT", disse.
"Ele viu com muito bons olhos. E o presidente vê com esperança e viu um movimento acertado e ficou satisfeito", acrescentou.
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