Energia solar e biogás devem crescer como geração renovável no oeste paulista nos próximos anos; entenda
11/01/2026
(Foto: Reprodução) Mais de 9 mil placas solares instaladas no campus II da Unoeste em Presidente Prudente (SP)
Reprodução/Unoeste
As mudanças na matriz energética, com a adoção de fontes renováveis, estão cada vez mais presentes, especialmente após o tema ganhar urgência diante das mudanças climáticas. No interior paulista, Presidente Prudente é pioneira em rede urbana de biometano, por exemplo.
A cidade é considerada a primeira do Brasil a receber o combustível 100% renovável obtido a partir de resíduos da cana-de-açúcar. O gás é distribuído pela Necta, com produção da Usina Cocal, localizada em Narandiba (SP). As obras do gasoduto foram feitas com apoio do Governo do Estado de São Paulo.
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Além do biogás, a energia solar também deve crescer como geração renovável na região, conforme a subsecretária de Energia e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Marisa Barros.
Presidente Prudente é a primeira cidade do Brasil a receber rede de biometano urbana
Expansão
Ao g1, Marisa explicou de que forma essa expansão deve ocorrer nos próximos anos. "A verdadeira fronteira de crescimento, no entanto, reside na integração de sistemas de armazenamento, que permitirá à região gerenciar a intermitência."
No caso da energia solar, a região de Presidente Prudente dispõe de irradiação solar suficiente para garantir a viabilidade técnica e econômica dos projetos para setores de serviços, seguidos da indústria e da agropecuária, segundo a subsecretária.
"Quanto maior o crescimento econômico, maior o consumo de energia elétrica. Além disso, o estado de São Paulo possui um mercado maduro e competitivo, com alta concentração de integradores, instaladores e financiadores, o que reduz custos de transação e aumenta a qualidade dos serviços", continuou.
Outro ponto considerado de maneira estadual em São Paulo foi que o governo aprovou incentivos fiscais para energia solar na forma distribuída no Regulamento de ICMS (RICMS), vigentes até dezembro de 2026.
Presidente Prudente (SP) é a primeira cidade com rede urbana de biometano
Necta/Cedida
Melhores resultados
Isso faz com que melhore o resultado econômico-financeiro dos projetos paulistas, conforme observado por Marisa. "Dessa forma, a região de Presidente Prudente reúne condições particulares de disponibilidade de recursos energéticos e fatores que colocam São Paulo na vanguarda da economia de baixo carbono."
Presidente Prudente também lidera o ranking na região de energia solar fotovoltaica em geração distribuída, totalizando 96 MW, enquanto São Paulo lidera o ranking no país, com 6,1 GW, equivalentes a 14% da energia solar fotovoltaica do Brasil.
Subsecretária de Energia e Mineração da Semil, Marisa Barros
Reprodução
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A energia solar fotovoltaica traz outros benefícios para além da questão ambiental, como a redução de dependência de grandes usinas centralizadas e o aumento da resiliência no sistema a falhas localizadas, pois a geração fica próxima à carga, segundo a subsecretária.
"Também contribui diretamente para a descarbonização, pois está adicionando-se mais energia solar à matriz elétrica paulista, que já é limpa, com quase 100% de participação de renováveis", pontuou.
Painéis de energia solar instalados em casas e comércios na região de Presidente Prudente (SP)
Aylton Barroca/Arquivo pessoal
Outras fontes de energia
Na região do oeste paulista, a usina solar fotovoltaica centralizada em Dracena possui capacidade de 27 MW, além do abastecimento de energia por usina hidrelétrica, como a localizada em Taciba.
E, agora, Prudente também conta com o abastecimento 100% de biometano produzido a partir de resíduos do setor sucroenergético (investimento privado) por meio de gasodutos (investimentos da concessionária estadual de gás canalizado).
"Investimentos de R$ 12 milhões para a construção de 44 km de gasodutos, visando ao abastecimento, inicialmente, de 7 mil m³/d para 5 mil pessoas e 58 estabelecimentos", destacou a subsecretária de Energia e Mineração da Semil.
Implantação de rede de gás biometano teve início em Presidente Prudente (SP)
Gríssia Bueno/Secom
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